Aromaterapia e os Óleos essenciais




Ultimamente o assunto aromaterapia vem chamando bastante atenção não apenas no setor terapêutico como também no setor de cosmetologia. A aromaterapia existe há cerca de 5 mil anos em sua face mais primitiva e teve seu primeiro indício na história através da cultura egípcia e da medicina chinesa. Já no ocidente, a aromaterapia só começou a ser fonte de estudo e utilização nos séculos XVI e XVII, onde as primeiras análises referentes a sua composição começaram a ser estudadas.


Com base nesses dados históricos é possível perceber que a aromaterapia não é um assunto inexplorado. Porém, o que sabemos exatamente sobre as aplicações da aromaterapia e seus veículos de utilização? Abaixo vamos falar um pouco sobre conceitos e curiosidades sobre aromaterapia e os óleos essenciais.


Afinal, o que é Aromaterapia?


R.: A aromaterapia é na verdade uma área de estudo da fitoterapia. Em outras palavras, aromaterapia é uma prática terapêutica que utiliza as propriedades aromáticas dos óleos essenciais para tratar ou minimizar alterações no nosso equilíbrio físico e mental. Devido as suas propriedades de aplicação, tornou-se muito difundida como uma opção terapêutica à distúrbios de ordem mental e emocional.


Quais são as aplicações da Aromaterapia e como realizá-la?


R.: A aromaterapia é uma terapia holística, pois proporciona o bem estar do corpo, da mente e das emoções. Sendo assim é muito utilizada nos casos de ansiedade, depressão, alterações bruscas de humor, cansaço mental, perda de memória e outras aplicações. O principal veiculo de aplicação da aromaterapia são os óleos essenciais. Os óleos essenciais possuem propriedades farmacobiológicas provenientes da sua composição química. Para saber mais é preciso conhecer os óleos essenciais e suas particularidades. Veja nas questões abaixo maiores detalhes sobre os óleos essenciais e suas aplicações.

O que são os Óleos Essenciais (OE)?


R.: Os óleos essenciais são substâncias voláteis - que evaporam com facilidade - insolúveis em água e onde estão presentes as substâncias que liberam odor nas plantas. Os óleos essenciais são extraídos dos óleos vegetais brutos - por métodos físicos ou químicos - podendo estar presentes em qualquer parte da planta. Sua ação farmacobiológica depende da sua composição química que pode ser alterada de acordo com o clima, região de coleta da planta, tempo de chuva e estiagem, solo entre outros fatores como uso de agrotóxicos e outros. Geralmente os óleos essenciais têm uma coloração clara e transparente mas podem adquirir uma coloração forte e opaca dependendo do óleo essencial. Complexo não?! Pode até parecer que sim, porém compreendendo melhor suas aplicações é possível aprender mais e utilizar com maior eficiência suas propriedades. * De agora em diante os óleos essenciais serão chamados de OE como abreviatura para facilitar nossa leitura.


Como são utilizados os OE e quais efeitos podem ser desencadeados no organismo devido a sua utilização?


R.: Uma vez que a definição, as propriedades e a composição dos OE foram descritas é possível agora saber como utiliza-los. Os OE são substâncias insolúveis em água como vimos na questão anterior, sendo solúveis apenas em álcool, éter ou outros solventes graxos (à base de gordura). Dessa forma podemos diluir os OE em outros óleos, como os óleos vegetais ou em solventes à base de álcool. A forma de utilização dos OE dependerá do solvente usado para a diluição. Os OE podem ser utilizados por absorção olfativa, células olfativas, ou por absorção cutânea de contato, células da pele. O processo de absorção olfativa se dá pela detecção do OE em forma de aroma, que no seu organismo se tornará em um estímulo mensageiro ou elétrico desencadeando uma resposta no sistema nervoso central. Já a absorção cutânea se dá pelo contato. Os OE e os óleos vegetais - possível veículo de utilização - possuem na sua composição estruturas de moléculas muito similares as encontradas nas células da pele facilitando a absorção. Uma vez em contato com o nosso organismo os OE irão desempenhar ações específicas de acordo com a sua composição. Porém uma vez que os OE possam ser absorvidos pelo nosso organismo, não é possível que sejam tóxicos ou causem alergias? Veja nas próximas questões essas e outras informações.


Existe uma dosagem mínima e máxima para utilização dos OE?


R.: Os OE, por serem substâncias muito concentradas, podem causar alergias, queimaduras na pele ou serem tóxicas ao nosso organismo. Para que isso não ocorra é preciso conhecer a composição do OE que deseja utilizar como também o veículo de diluição, seja o óleo ou o álcool. Sendo assim, existe para cada OE uma dosagem mínima à ser utilizada e uma dosagem máxima porém isso varia não apenas de cada OE como também do seu lote de obtenção visto que alterações climáticas e no solo podem modificar sua composição tornando-o mais ou menos concentrado. Agora, e quanto aos processos alérgicos? E se mesmo utilizando os OE da forma correta for possível desencadear uma reação alérgica, como é possível evitar ou diminuir os riscos? Veja nas questões abaixo essas e outras informações.


Os OE podem causar alergias?


R.: Infelizmente, mesmo sendo uma substância natural, os OE podem sim causar alergias. A sensibilização do nosso organismo por determinadas substâncias que levam ao processo alérgico se dá da mesma forma com os óleos essenciais. Por serem substâncias naturais e possuírem na sua composição estruturas muito similares as do nosso organismo a taxa de estímulo alérgico dos OE é bastante baixa porém varia de um para outro visto que a composição dos OE está vinculada à diversos fatores. Então uma vez que os OE podem ser tóxicos ou causar alergias se utilizados da forma errada, como podemos fazer o melhor uso dessas substâncias diminuindo os riscos de utilização? Vamos ver à seguir nas próximas questões!


Existem teste científicos sobre a eficácia da utilização dos OE como forma terapêutica?


R.: Sim! Existem muitos estudos com foco na análise dos efeitos dos OE de uma forma efetiva e controlada. Exemplos simples são a validação da eficácia do óleo essencial de lavanda como sedativo leve, redução da ansiedade, hiperatividade e outras aplicações (2). O óleo essencial de melaleuca por sua vez tem a sua ação antimicrobiana comprovada à níveis de poder ser considerado um bom conservante natural para formulações cosméticas naturais (3). Por fim o óleo essencial de laranja doce e o óleo essencial de neróli que atuam como um relaxante muscular leve aliviando a tensões físicas e emocionais, auxiliando na circulação sanguínea através do estímulo à vasodilatação e alívio do estresse em geral (1). Esses são apenas alguns exemplos dos estudos realizados para avaliar a eficácia dos óleos essenciais no nosso organismo. Abaixo segue onde você pode encontrar essas e outras informações sobre os óleos essenciais.


* A numeração ( 1 ), ( 2) e ( 3 ) é referente as fontes utlizadas para elaboração desse texto. As demais perguntas basearam-se nas fontes ( 1 ) e ( 3 );




R E F E R Ê N C I A:


1) BUCHBAUER G. et al. Aromatherapy: evidence for sedative effects of the essential oil of lavender after inhalation. Zeitschrift fur Naturforschung [C], v.46, n.11-12, p.1067-72, 1991.


2) BRUN P. et al. In Vitro Antimicrobial Activities of Commercially Available Tea Tree (Melaleuca alternifolia) Essential Oils. Current Microbiology, v.76, p.108–116, 2019.


3) ANDREI P. and DEL COMUNE A. P. Aromatherapy and its applications. Farmácia. v.11, n.4, p.57-68, 2005.

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